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Violência contra jovens e crianças

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O Estatuto da Criança e do Adolescente garante a todo menino e menina o direito à proteção à vida e à saúde, mediante a efetivação de políticas públicas que permitam seu nascimento e desenvolvimento sadio e harmonioso. A força da lei, no entanto, não tem sido suficiente. Muitas crianças e adolescentes, todos os dias, são vítimas de diversos tipos de violência.

 

Muitas vezes a violência começa na casa da criança, na escola e suas redondezas, pela comunidade, por outras instituições. Além das feridas físicas, quando não leva à morte, a violência deixa sequelas psicológicas que podem comprometer de forma permanente a vida das crianças e dos adolescentes. Ela prejudica o aprendizado, as relações sociais, o desenvolvimento.

 

A violência contra crianças e adolescentes acompanha a trajetória da humanidade, manifestando-se de múltiplas formas, nos diferentes momentos históricos e sociais, em acordo com aspectos culturais.  As expressões esse fenômeno integram em uma rede que envolve a violência estrutural (oriunda do sistema social), assim como a violência interpessoal (doméstica, trabalho, amigos), atravessando camadas sociais, podendo transformar vítimas em agressores.

 

A violência contra as crianças inclui violência física, psicológica, discriminação, negligência e maus-tratos. Ela vai desde abusos sexuais em casa a castigos corporais e humilhantes na escola.

 

Pesquisas realizadas em diferentes países, mostraram aumento da incidência das diferentes formas de violência a partir da década de 90, sendo os índices dos Estados Unidos mais elevados. No Brasil, a violência estrutural, responsável pela desigualdade social, contribui com o desenvolvimento da violência interpessoal, nos diferentes níveis sociais, em especial na própria família. Estudos apontam que a violência doméstica pode influenciar o comportamento agressivo dos familiares, os quais tendem a repetir as condições de exploração e abandono de que são vítimas, contribuindo para a perpetuação da violência contra crianças e adolescentes, num ciclo vicioso.

 

A violência domestica vem sendo estudada à trinta anos,tanto pela magnitude como pelas repercussões do

problema. Essa violência representa um importante fator de impedimento para o desenvolvimento e integração social de crianças e  adolescentes, em consequência dos traumas físicos e psicológicos ,sendo justificada pelos agressores como formas de educar e correção do mal comportamento.

 

“A melhor forma de tratar do problema da violência contra as crianças é impedir que aconteça,” diz o Professor Paulo Sérgio Pinheiro, perito independente nomeado pelo Secretário-Geral para liderar o Estudo. “Todas as pessoas têm um papel a desempenhar nesta causa, mas cabe aos Estados assumir a principal responsabilidade. Isso significa proibir todas as formas de Violência contra as Crianças, onde quer que aconteça e independentemente de quem a pratica, e investir em programas de prevenção para enfrentar as causas que lhe estão subjacentes”.

 

A busca de soluções para esse problema é responsabilidade de todos. É preciso romper as barreiras do preconceito, da discriminação. Nesse sentido, a Unicef atua em parceria com governos e a sociedade para contribuir com a redução e a  prevenção do problema e para amenizar seus efeitos sobre crianças e jovens que já foram vítimas.

 

As sequelas deixadas pela violência podem ter sérias implicações no desenvolvimento da criança, na sua saúde e capacidade de aprendizagem. Estudos mostraram que o fato de ter sofrido atos de violência na infância está relacionado com comportamentos de risco no futuro, tais como o consumo de tabaco, o abuso de álcool e drogas, inatividade física e obesidade.

 

 

 

        

 

<http://www.scielo.br/pdf/%0D/csc/v12n5/04.pdf> Acesso: 06/05/2012

<http://dtr2001.saude.gov.br/editora/produtos/livros/pdf/06_0315_M.pdf#page=29> Acesso: 06/05/2012

<http://www.unicef.pt/pagina_estudo_violencia.php> Acesso: 06/05/2012

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